Na Onda da Dança

[Cultura]

Maiume Ignacio – Comunidade Jornalística

(Foto: Reprodução).

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“Quando danças, queria que fosses como a onda do mar, para que nunca fizesse outra coisa.” Shakespeare traduz a dança da forma mais leve possível, comparando-a com uma onda. Através dessa leveza, muitos amantes dessa arte mostram em eventos espalhados pelo mundo como ser uma onda. Em Joinville, Santa Catarina, há 35 anos, tradicionalmente no mês de julho, o festival de dança enche a cidade de ritmo. É reconhecido pelo Guines Book como maior festival de dança do mundo em número de participantes. O espetáculo convida entre os dias 18 a 29, bailarinos, professores, estudantes e profissionais a deixarem-se influenciar pelas experiências proporcionadas pelas mais diversas formas de movimento.

A seleção dos grupos participantes é feita por um a equipe de curadores. Entre os nomes deste ano estão: Ana Botafogo – primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Mônica Mion – bacharel em Comunicações das Artes e do Corpo pela PUC de São Paulo e Thereza Rocha – pesquisadora e artista de dança. Nas 240 horas de show, dentre as quais são competitivas, vários grupos têm a oportunidade de mostrar seu trabalho.

A escola de Dança Camila Lorenzetti participa desde 2010, iniciando na mostra meia ponta para crianças de 9 a 12 anos. Sua idealizadora, a professora Camila Lorenzetti, conta que apesar das premiações recebidas – 1º lugar com o solo clássico da bailarina Barbara Mel e coreografia da professora Sandra Klauma em 2016 -, é gratificante pisar em um palco tão disputado.

Dançar também pode ser uma ótima opção para cuidar do corpo. Como exercício físico, atividade de lazer ou de integração social, a dança alia-se a auto-estima, ao bem estar e a saúde. Segundo a professora do curso de Educação Física da Universidade do Vale do Itajaí, Luciana Gomes Alves, os principais benefícios são: melhora na coordenação motora, aumento da flexibilidade e consciência corporal, melhora da respiração, além de exercitar a memória.

HISTÓRIAS DA DANÇA

Bailarinos e bailarinas de todos os estados do Brasil e de países como Paraguai e Argentina, chegam a Joinville cheios de sonhos. Cada um traz consigo sua história de vida, e como chegou até o grande momento de pisar no palco. Histórias como a de Ana Carina Parker e Luana Beatriz Schtoeder:

 Luana Beatriz Schroroeder tem 19 anos e começou a dançar no jardim de infância, fazendo aula de ballet. Um tempo depois, passou a praticar jazz e ginástica rítmica, por cerca de quatro anos. Já na adolescência, aos 14 anos, iniciou no sapateado e na dança irlandesa, ritmos que faz até hoje.

A jovem fala da influência exercida pela dança em sua vida e na de quem a assiste. Schroeder diz ter se afastada dos palcos e isso lhe fez muita falta. ”É uma forma de arte (a dança), de se conhecer e se expressar, de se esquecer de tudo e se concentrar ali, no que você ama.”

Sobre sua participação no festival, a bailarina ressalta como melhores momentos o encontro com outros grupos de dança do país e a sensação de subir no palco, terminar a coreografia e perceber que fez seu melhor. 

Ana Carina Parker também tem 19 anos e começou com o ballet quando criança. Já dançou jazz e atualmente integra um grupo de danças populares que se apresenta nos palcos abertos ao público.

Parker fala dos benefícios emocionais trazidos pela dança. Segundo a bailarina transmitir um sentimento para o público faz parte da coreografia e assim, quem assiste também se emociona.

Por fim a jovem bailarina deixa uma mensagem a quem tem ou já teve vontade de dançar: “Dançar é uma atividade incrível e que pode fazer muito feliz! E importante que as pessoas reconheçam isso e não tenham medo de tentar.” 

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